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Mai 09

Uma tradição cultural e artística iniciada pelo Rei D. Luís I de Portugal em 1861, que corre o risco de vir a desaparecer.

 

 

 

 

           Este artesanato surgiu no final do século XIX. Os primeiros modelos foram criados por Maria dos Cacos, (barrista e feirante), e posteriormente por Manuel Mafra. Só depois, o humor de Maria dos Cacos e o naturalismo de Manuel Mafra foram recriados por Rafael Bordalo Pinheiro.

           O Rei D. Luís I de Portugal presenteava os seus amigos com as peças humoristicas das caldas. A criatividade de Rafael Bordado é seguida pelo seu filho Manuel Gustavo e pelo seu rival Costa Motta Sobrinho, nomes que ressaltam na cerâmica das Caldas das primeiras décadas do século XX.

           Nos últimos anos os caralhos perderam popularidade e são muito poucos os ceramistas que os fabricam. Artesanato grosseiro ou arte provocatória, a verdade é que as “malandrices” são uma espécie de louça em vias de extinção.

          Uma das razões para a extinção a falta de seguidores. Enquanto anos atrás havia muitas fábricas a trabalhar na louça erótica hoje praticamente não há ninguém.   

          Francisco e Casilda Figueiredo, ainda se dedicam a execução dos originais "caralhos das Caldas", mas a arte corre o risco de vir a desaparecer devido à idades deste casal sexagenário e como já referi, à falta de seguidores desta tradição.

 

          A arte deste casal chegou a transpor as fronteiras. Muitas peças foram para a Inglaterra, França, Alemanha, Estados Unidos, Itália e Espanha. Agora limitam-se a produzir para o mercado nacional.

         

          Outrora as ruas mais antigas das Caldas da Rainha estavam repletas de lojas e montras cheias de peças de artesanato erótico. Era porta sim porta sim, agora, são apenas três as lojas da especialidade.

 

          Relativamente à expressão “ às cinco não faço mais um...” desconhece-se a sua origem. Pensa-se que esta frase terá sido criada a nível nacional para satirizar os serviços públicos. Desde então é utilizada também para “gozar” com os trabalhadores das Caldas da Rainha, sobretudo aqueles que se dedicam ao fabrico do artesanato erótico.

 

Mais:

Louça das Caldas da Rainha

 

publicado por Pipoca às 15:37
sinto-me:
Oh, que legal. Caralhos de cerâmica até que são uma ideia bem original de presente. Só não sei o que eu faria com um em plena idade média...

:D valew pelo coments...
Evolet a 28 de Maio de 2009 às 16:20
...Pois eu também não sei... quer dizer sei que lhes metiam álcool dentro... hummmm ... em plena idade media beber pelo caralho ... e um pouquinho estranho... mas divertido.... mas o melhor era o facto de ser o Rei a oferecer... lol

de nada...
beijo
Pipoca a 28 de Maio de 2009 às 22:32
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